2 de março de 2014

Tempestade antes de levantar voo...

Mera travessia no silêncio tranquilo
assim dou o primeiro passo
em tua busca, meu louco e quente asilo.
Subo as escadas para o teu cais, 
meu navio? 
Sem compasso, sem cur(i)a, sem ar nem rio, 
sem figura, uma qualquer, de mar... D'estilo.
Apresso o regresso ainda antes de ir 
e solto-me no verso de te ver partir.
Rápido, lento, árido, sedento.
Tanto me faz...

Sou um passageiro peneiro que se apraz, 
de ir e de se deixar ir, daquele que no fim até jaz... 
Sobre si, sobre a sua escolha, de um dia, novamente... 
Decidir... Quem sabe... em modo (de)mente, levantar voo...
... E não mais voltar... Não mais voltar.
Não mais olhar para ti. Não mais olhar para trás.