1 de julho de 2007

Renascer

Quando o sentimento se aprofunda e afunda no vazio de um abraço, quando o calor não existe mas presiste na lembrança do seu ser... Pouco mais resta!
O silêncio, o enrolar sobre si mesmo, nos lençois, no corpo, dum corpo, para um corpo, sobre uma esperança que tarda em morrer mas que insiste e não desiste de dizer: ... É tudo o que resta!
A esta hora, quando a lua domina e mina todo o meu mar, basta uma fraqueza, uma falha, um deslize, uma gota... Se tal acaso, por acaso, suceder, todo o oceano se irá sentir e ressentir, e nunca mais serei o mesmo..., não antes de amanhã, de manhã, quando acordar e o Sol quem sabe se atrever a voltar a brilhar.