Tenta abrir entusiasmado a porta mas esta está perra. Empurra-a e puxa-a enquanto roda a chave na fechadura mas não há forma dela se abrir. Quando dá indicios de irritação, lembra-se do que aprendera hoje e acalma-se. Senta-se no chão de costas para a porta e observa o árido campo que o rodeia. A imagem é de tal forma seca que a sede aumenta drasticamente. Desesperado crava os dentes nos lábios gretados com esperança de que o sangue, por pouco que seja, o possa saciar.
«Eu tenho a chave, a chave tem-me a mim, o que me falta então para conseguir abrir a porta?», grita internamente. E subitamente, ecoando do nada, uma voz responde:
- Perguntar à porta se podemos entrar.
Em espasmo, levanta-se. Estará em delírio?
«Quem fala?»
Silêncio.
(...)
Era a chave.
(...)